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27/10 - Cooperativismo de crédito: superando desafios e celebrando resultados, por Márcio Lopes de Freitas

 “Pessoas Ajudando Pessoas”. A frase escolhida para a comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito define perfeitamente o que é viver o cooperativismo em sua essência. Com base em princípios e valores universais, nos unimos para somar forças, conquistar mercados e exercer nossa cidadania, econômica e socialmente. Estamos unidos mais uma vez e com muito orgulho, em várias partes do mundo, para celebrar a independência financeira que conquistamos pela prática da cooperação.

Nesse momento que seria totalmente dedicado a comemorações, vem também um questionamento sobre a situação que estamos vivendo internamente, no Brasil – um cenário de crise, tanto de crédito quanto de credibilidade. Nós, assim como outras nações emergentes, temos trabalhado em busca de alternativas para vencer as dificuldades desse contexto de incertezas, e as cooperativas se destacam nesse processo.

Aliás, o momento é muito oportuno para fazer uma breve contextualização histórica: as cooperativas nasceram a partir das adversidades econômicas – como nos conta a história da Sociedade dos Probos de Rochdale, cidadezinha do interior da Inglaterra. Baseados no trabalho conjunto, aqueles artesãos superaram as dificuldades e mostraram ao mundo esse modelo de negócios que extrapola o “capitalismo selvagem”, ao mesmo tempo em que gera riquezas e as distribui de maneira justa exatamente no seu local de origem.

E, nesse contexto, a atuação do cooperativismo de crédito deve ser ressaltada. Apesar de atravessarmos turbulências econômicas, as cooperativas funcionam como centro de segurança para seus associados, reafirmando sua posição como instituições financeiras de credibilidade e resilientes. Com taxas competitivas e atendimento personalizado, as cooperativas de crédito conquistaram um grau de maturidade que as colocam como organizações realmente diferenciadas. Investindo constantemente na profissionalização da gestão e na modernização da governança, elas chamam para si a responsabilidade de continuar fazendo a diferença.

Segundo dados de 2014 do World Council of Credit Unions (o Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito), mais conhecido como Woccu, na siga em inglês, 57 mil cooperativas de crédito, presentes em 105 países, nos seis continentes, reúnem 217 milhões de associados. Esse número, que vem crescendo ao longo do tempo, reflete justamente a confiança que o cooperado e o Estado têm depositado nesse modelo de instituição financeira. No Brasil, essa relação entre cooperativa e cooperado é evidente e tem se fortalecido todos os dias. Os dados confirmam essa curva ascendente.

Nos últimos anos, temos obtido um crescimento bastante significativo. Em relação ao volume de ativos, por exemplo, na década (2006/2014), obtivemos um aumento de 590%, alcançando a cifra de R$ 143.6 bilhões em 2014. Analisando apenas os últimos três anos, observamos um incremento médio de 15%. Isso significa dizer que, a cada seis anos, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) quase dobra de tamanho. Interessante notar, ainda, que entre o epicentro da crise financeira mundial, em 2009, e início da reestabilização do Sistema Financeiro Nacional (SFN), em 2011, o cooperativismo de crédito deu um salto em seu volume de ativos de R$ 37 bilhões a R$ 58 bilhões – ampliando seus resultados.

Hoje, o cooperativismo de crédito brasileiro responde por 2,7% do SFN, mas, vale ressaltar que, em algumas praças, essa participação chega a 23%. E a perspectiva é da continuidade desse crescimento, principalmente no total de associados, conforme comportamento registrado nos últimos seis anos, refletido em indicadores divulgados oficialmente pelo Banco Central do Brasil (BCB). Já somos quase 7 milhões de brasileiros ligados a cooperativas de crédito.

Mesmo com todas as conquistas, sabemos que há ainda um espaço potencial a ser explorado. São muitos os desafios – desde aspectos regulatórios e desenvolvimento de tecnologia, passando pela adoção de estratégias de intercooperação, assim como a formação cada vez mais incisiva das nossas lideranças, pautada em atuação profissional e transparente. São pontos, com certeza, essenciais para o fortalecimento do SNCC.

Sim, os desafios estão postos diante de nós, esperando para serem superados. Não tenho dúvidas de que serão, afinal, contamos com um ingrediente fundamental nessa receita: temos “Pessoas Ajudando Pessoas”. Então, que celebremos hoje o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito cientes de que estamos cumprindo o nosso papel, com orgulho do passado, cuidando do presente e trabalhado com zelo e afinco pela construção de um futuro próspero para todos os cooperativistas!

Fonte: Por Márcio Lopes de Freitas, Presidente da OCB (Organização das Cooperativas do Brasil)

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