Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos Municipais em João Monlevade Ltda
11/09 - A força do cooperativismo

Após quase uma década da grande bolha imobiliária que eclodiu nos Estados Unidos, em 2008, e se alastrou pelo mundo, diversos outros países dão sinais de alerta e uma nova lógica política e econômica arrisca-se a ser desenhada no continente mais rico do mundo, a Europa. A votação do referendo, que coloca em cheque a permanência do Reino Unido na União Europeia, é um exemplo recente de como as relações sociais, políticas e econômicas estão enfrentando um período de turbulência no mundo todo.

Responsável por um sexto da economia do continente europeu, o Reino Unido é o berço do cooperativismo, um modelo de organização social e trabalhista criado no século 18 e que segue em crescimento até hoje, como contraponto à lógica capitalista. A filosofia, que tem seu dia internacional celebrado sempre no primeiro sábado de julho, se organiza por meio de uma instituição formal, a cooperativa, e tem como preceito básico estabelecer regras, normas e princípios próprios praticados com o intuito de respeitar os valores do ser humano, voltando-se para diversos setores da economia, como saúde, alimentação, transportes, entre outros.

Com dados de 2.829 organizações de 76 países, somando um volume de negócios superior a US$2,9 bilhões, o relatório anual Monitor Mundial de Cooperativas 2015, da Aliança Cooperativa Internacional, demonstra como o cooperativismo ganhou força pelo mundo nos últimos dois séculos e comprova sua importância para a recuperação da economia mundial na atualidade.

De acordo com o estudo, as 300 maiores cooperativas do mundo registraram faturamento líquido de US$ 2,36 bilhões, uma alta de US$ 520 milhões, em relação ao ano anterior. Juntos, os empreendimentos cresceram 6,9% no ano, enquanto a economia global avançou 2,4% no ano - de acordo com o Banco Mundial. Trata-se do quarto crescimento anual consecutivo do sistema cooperativo global de 2010 a 2013, período marcado pela crise no cenário financeiro global.

No Brasil, segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), atualmente são mais de 7 mil cooperativas que empregam cerca de 360 mil pessoas. Os números são inferiores aos países europeus. Na Noruega, por exemplo, dos 5,2 milhões de habitantes mais de 2 milhões são cooperados. Na Alemanha, um quarto dos cidadãos integra o sistema cooperativo. Todavia, esse cenário vem se transformando. Entre 2013 e 2014 houve um aumento de 7,4% no número de postos de trabalho com carteira assinada entre as cooperativas espalhadas pelo país.

Minas Gerais apresenta números representativos na esfera cooperativista. O Sistema Ocemg possui 792 cooperativas registradas, o que equivale a 11,1% do número total do país. Com uma participação anual de 6,4% no PIB mineiro, o setor, que agrega 1.282.665 cooperados e 35.699 empregados, é responsável por uma movimentação anual de R$ 32,9 bilhões.

Em contraponto a uma economia nacional estagnada e em uma política mergulhada em profunda crise ética e moral, o sistema cooperativista se apresenta, como uma alternativa de desenvolvimento sustentável e equilíbrio econômico para o Brasil. É fundamental que os governos em suas três esferas valorizem o trabalho dos profissionais cooperados e o transformem em aliados para a construção de um caminho mais sólido.

                                                                                                              Marcelo Mergh Monteiro – médico proctologista e Presidente Executivo da Unimed Federação Minas (texto_2016)

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