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24/05 - O que esperar da economia brasileira em 2018
O que esperar da economia brasileira em 2018

Depois de um 2017 marcado pelo início da recuperação da economia, 2018 pode ser ainda melhor, do ponto de vista econômico, já que a tendência é que o PIB (a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) cresça de maneira mais significativa. Para 2018, muito provavelmente teremos a aceleração da retomada econômica e um bom indicativo que reforça essa tendência é o crescimento de 0,1% do PIB no 4º trimestre de 2017 em relação ao trimestre anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No começo deste mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,32% em fevereiro, o menor índice para o mês desde o ano 2000 (0,13%), outro aspecto favorável para a economia brasileira. Nesse cenário de inflação baixa, a economia já vai se recuperando, tendo em vista a redução, este mês, da taxa básica de juros, Selic, em 0,25 ponto percentual, que passou de 6,75% para 6,50% ao ano. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 em 6,50% ao ano e subirá ao longo de 2019, terminando o período em 8% ao ano.

Isso é extremamente positivo para alavancar o cooperativismo de crédito que, justamente por não visar lucro, é mais atrativo do que o sistema financeiro tradicional. É preciso aproveitarmos este momento para ampliarmos as condições que favorecem nosso setor, como uma menor taxa dos juros ao tomador final.

Os ativos totais da Unicred avançaram 16% em 2017 contra 2016. Além da cobrança de taxas mais baixas sobre transações bancárias, juros, manutenção de contas e diversificação na oferta de serviços, a qualidade no atendimento é outro grande diferencial para que essas cooperativas de crédito continuem se expandindo, principalmente no interior dos estados.

O setor poderá contar, ainda, com a possibilidade de captar depósitos de prefeituras e de outros entes públicos, em virtude do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 157, que entrou em vigor no início deste ano. De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em 564 cidades brasileiras, a única instituição bancária é uma cooperativa. Ainda segundo a instituição, as cooperativas de crédito reúnem mais de 9 milhões de cooperados, com ativos, em 2017, na ordem de R$ 220 bilhões, depósitos de R$ 103 bilhões e empréstimos de R$ 81 bilhões.

Diante do cenário descrito acima, não dá para negar que 2018, do ponto de vista econômico, tende a ser melhor, mas não com menos desafios provocados pelo calendário agitado, em virtude da Copa do Mundo e das eleições.

Fernando Fagundes CEO da UNICRED do Brasil

Fonte: http://cooperativismodecredito.coop.br/2018/04/o-que-esperar-da-economia-brasileira-em-2018-por-fernando-fagundes/

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