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29/06 - A IMPORTANCIA DAS RELAÇÕES HUMANAS
A IMPORTANCIA DAS RELAÇÕES HUMANAS

Presenciamos um tempo de avanços tecnológicos e o vislumbre científico sobre a inteligência artificial. Então, devemos voltar nosso olhar para as relações humanas.

Todos os dias somos impactados com a velocidade e com a quantidade de informações que recebemos, e como seres humanos não conseguimos decodificá-las instantaneamente. Ainda bem, pois a partir do momento em que decifrarmos as informações na mesma velocidade do delírio tecnológico, não seremos humanos, seremos máquinas.

Não podemos nos deixar seduzir tão facilmente pela fluidez tecnológica, sob o risco de perder a beleza da comunicação face a face, o encantamento de estar perto uns dos outros.

Tenho notado que as tecnologias têm ocupado o lugar da boa convivência. Por isso, reitero que precisamos nos utilizar delas com cautela, para o nosso bem-estar. E aqui deixo claro que o intuito não é “demonizar”, mas sim alertar para o uso adequado das ferramentas tecnológicas.

Muito me entristece observar que algumas pessoas estão deixando de se relacionar presencialmente para teclar. Conheço pais que conversam todos os dias com os seus filhos, mas eles na sala e os filhos no quarto. O diálogo é mediado por aplicativos, quando ambos poderiam estar lado a lado, apreciando uma boa conversa.

Vendo isso, preocupa-me o papel da escola, que considero uma das grandes mediadoras na formação das pessoas, despertando as competências e habilidades básicas que todos têm. Porém, a escola é um complemento na formação do cidadão, pois se as relações sociais junto à família não existem, o trabalho do professor ao invés de mediador, instigador, será de resgate de valores que deveriam ser consolidados naquele âmbito.

O escritor francês, André Gide narrava: “Todas as coisas já foram ditas, mas como ninguém escuta é preciso sempre recomeçar”. E todas as coisas realmente já foram ditas, mas ocorre que as pessoas não prestam atenção, ou não escutam.

Precisamos pensar nossas relações, diante do fascínio tecnológico. Hoje, tudo é touch e também contraditório, pois estamos tocando o dispositivo e nos distanciando fisicamente das pessoas.

Na Casa do Cooperativismo Mineiro, todas as ações e projetos são voltadas para o conhecimento, primamos pela interface, pelo diálogo e pelo bom relacionamento. Prestigiamos as pessoas, a educação, o aprendizado para não pagarmos o custo que se chama ignorância.

Educação e conhecimento estão intimamente ligados ao emocional. Quando alcançamos as pessoas e estamos próximos delas, atentos às suas necessidades, os resultados são consequência. Não adianta inovar com a máquina, se não inovamos nas nossas relações humanas, valorizando os talentos, respeitando as limitações, incentivando, acima de tudo, o aperfeiçoamento constante.

O cooperativismo aliado à coletividade, à interação, à educação torna-se bússola norteadora e também antídoto, vacinando os malfeitos, propiciando o avanço rumo ao desenvolvimento. Que esse antídoto, aliado ao bom uso da tecnologia, prepare o homem para conviver com as diferenças, provocando uma verdadeira mudança de comportamento e de atitudes. Para interagir, não precisamos robotizar as relações.

* Ronaldo Scucato é Presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-MG)

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