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11/09 - PRESIDENTE DO SISTEMA OCB RESSALTA CONTRIBUIÇÃO DO COOPERATIVISMO PARA O PAÍS
PRESIDENTE DO SISTEMA OCB RESSALTA CONTRIBUIÇÃO DO COOPERATIVISMO PARA O PAÍS

Com mais de 30 anos de experiência no cooperativismo, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, fala sobre a relevância do segmento para o desenvolvimento do país, das cidades em que as cooperativas atuam e de cada cooperado. Segundo ele, 25% da população conhece o valor da cooperação, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que o setor faça parte da vida de cada vez mais brasileiros. Daí surgiu o Movimento SomosCoop, para valorizar o orgulho em integrar o cooperativismo e tornar o negócio cooperativo mais conhecido e reconhecido pela sociedade.

Agropecuarista e cooperativista, Freitas possui formação em Administração pela Universidade de Brasília (UnB). Está à frente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), desde 2001, e assumiu a presidência da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) em 2005. Em entrevista concedida aos veículos de comunicação do Sistema Ocemg, ele mostra toda sua experiência e conhecimento sobre o cooperativismo. Confira.

Na sua avaliação, em que estágio se encontra o cooperativismo brasileiro em relação ao mundo?

O cooperativismo brasileiro é forte. Os números mostram que pelo menos 25% da população conhece o valor da cooperação. Também apontam que ainda precisamos trabalhar para que mais pessoas percebam no negócio cooperativo uma alternativa viável para suas necessidades. Temos grandes demandas junto aos Três Poderes, como o reconhecimento do ato cooperativo e questões que envolvem aspectos regulatórios, que, quando resolvidos, viabilizarão ainda mais o desenvolvimento das cooperativas do país.

Aliás, nos mais de 100 países onde o cooperativismo já é uma realidade, as questões que envolvem leis e normativos aplicados ao nosso modelo exigem muito trabalho e empenho das lideranças. Evidentemente, no Canadá ou em lugares da Europa, esses gargalos já fazem parte da história, mas, mesmo com dificuldades, somos referência para países da África, onde a OCB tem desenvolvido um projeto com base nas nossas boas práticas. Já existe uma cooperativa funcionando em Botsuana, nos moldes brasileiros. Isso é a prova de que o cooperativismo é uma confraternização de povos ligados ao nosso jeito humano de fazer negócio, gerar renda e incluir as pessoas.

A economia colaborativa é um modelo que tem ganhado espaço no Brasil e no mundo. Como valorizar cada vez mais as cooperativas e mostrar para as pessoas que é possível que econômico e social caminhem juntos?

A gravidade da crise econômica mundial, medida principalmente pelas altas taxas de desemprego, além da crescente preocupação com o meio ambiente, fizeram com que, nas últimas décadas, as pessoas descobrissem e promovessem o consumo colaborativo.

Considerando os três pilares desse conceito de economia (o social, o tecnológico e o econômico), podemos afirmar que o cooperativismo, desde que nasceu, trabalha com o mais amplo respeito a esse jeito de produzir e de gerar riquezas.

A primeira cooperativa do mundo, ainda no século XIX, nasceu com essa proposta. Um grupo de pessoas que precisava ampliar seu poder de compra, diminuir riscos sociais e aproveitar tanto seu recurso financeiro quanto os demais bens de que dispunham. Desde então, essa tem sido a filosofia das cooperativas que surgem em diferentes regiões do mundo.
 
O slogan das celebrações do 96º Dia Internacional do Cooperativismo foi "Sociedades Sustentáveis Através da Cooperação". O que o senhor destaca como principais contribuições do cooperativismo para a construção de um Brasil sustentável? 
Uma sociedade sustentável é caracterizada pelo equilíbrio entre produtividade e preservação dos recursos naturais e, ainda, entre o viés econômico e o social. Nas cooperativas, há mais de 200 anos isso é uma realidade. Então, no 96º Dia Internacional do Cooperativismo focamos em mostrar à sociedade o papel transformador das cooperativas na construção de um mundo mais justo, equilibrado e com melhores oportunidades para todos.

No Brasil, a celebração do Dia Internacional do Cooperativismo representou o esforço das cooperativas em realizar iniciativas voluntárias, duradouras e com impacto transformador na vida das pessoas que residem no seu entorno. Essas ações, inclusive, ocorrem ao longo de todo o ano e motivam os cooperados a trabalhar diariamente por um país melhor.

O movimento SomosCoop está envolvendo cooperativas, cooperados e Unidades Estaduais em todo o país para promover o conhecimento e o reconhecimento do cooperativismo pela sociedade. Qual o balanço e os próximos passos da iniciativa?          

O SomosCoop surgiu da vontade das nossas lideranças em tornar o cooperativismo mais conhecido e reconhecido pela sociedade brasileira. Em 2014, após uma pesquisa mostrar que muita gente não conhecia o cooperativismo, decidimos rever o nosso posicionamento diante tanto dos cooperados quanto da sociedade. Foi aí que surgiu o movimento SomosCoop. Ele tem dois objetivos: valorizar o sentimento de orgulho em fazer parte do cooperativismo e tornar o negócio cooperativo mais conhecido e reconhecido pela sociedade, afinal, muita gente consome produtos ou utiliza os serviços de uma cooperativa e não se dá conta disso.

Reunimos, em um ambiente virtual, todo o material referente ao Movimento SomosCoop, a fim de facilitar para que Unidades Estaduais e cooperativas possam aderir ao movimento. Basta acessar o link e conhecer as histórias inspiradoras. Um dos destaques do movimento é uma websérie que está no sexto episódio.
 

Fonte: http://www.minasgerais.coop.br/pagina/10597/presidente-do-sistema-ocb-ressalta-contribuie-231-e-227-o-do-cooperativismo-para-o-pae-237-s.aspx

 

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